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Se Isto Não É Um Blog

Quantidade absurda de parvoíces, recheada com comédia e apresentada em forma de crónicas, artigo ou desabafo

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Ter | 19.06.18

Exame de condução (Poema)

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Exame de condução

 

 

Sento-me e puxo o banco à frente

Ajeito o espelho até me agradar

Esqueço-me do resto como sempre

Incluindo de o destravar

 

Não podia ter começado pior

Mas calma, não vou stressar

Apesar de já sentir o suor

Ponho a primeira e começo a andar

 

Pisca para a esquerda e viro à direita

Mas ninguém reparou

Vou bem devagarinho

Fui ultrapassado pelo meu avô

 

Estaciono em paralelo

Em espinha e de marcha a ré

Esta merda é difícil

Vou desistir e andar a pé

 

Não! Não posso desistir

Não posso passar a vida à boleia

Um gajo que não tenha carta

Só engata uma baleia

 

Volto à estrada sem estrilho

Viro à esquerda e quase me atrapalho

Meto-me por um trilho

“Não se preocupe, eu sei de um atalho”

 

Prendo o atacador no acelerador

Não o consigo largar

Desvio-me de uma árvore não sei bem como

O raio da planta queria me matar

 

Voltei ao asfalto

Acelerei na subida

Quando cheguei lá no alto

Vi uma grande descida

 

E agora como é que eu travo?

No pedal ou com o travão de mão?

Escolhi o segundo e errei

Foda-se, fiz um peão

 

Irritado e nervoso

Neguei o vermelho e sentido proibido

Atropelei um idoso

"Desculpe lá, oh amigo"

 

Reprovei!

Disseram-me que não tinha valor

Mas eu continuo a dizer

A culpa é do filho da puta do instrutor

 

 

 

Só pela ilustração que fiz para este post mereço que me sigam no Twitter